CASA TRANSITORIA




No período de janeiro de 1990 a 1993 foi criado um programa de atendimento para crianças vítimas de maus tratos, denominado Casa Transitória,.

Cujo objetivo era abrigar, em caráter emergencial, paliativo e transitório, crianças que tinham sido separadas de suas famílias, quer temporariamente ou definitivamente até que se resolvesse a situação.

A criança era encaminhada através de pedidos verbais avaliados pela assistente social do CRAMI e por ofícios via juizado de menores.

Era oferecido à criança acompanhamento médico, odontológico, psicológico e social, enquanto a família era acompanhada pela equipe técnica do serviço social.

Este programa foi encerrado devido à alta demanda vinda do judiciário frente à limitação do espaço físico, bem como à mudança de paradigmas acerca da visão sobre os direitos humanos da criança e adolescente, isto é, a concepção de que a criança vitimizada não deveria ser afastada do seu lar e sim, como já preconizava o CRAMI, deveria ser efetuado um trabalho efetivo com a família visando orientação e reflexão para reconfiguração de papéis familiares, diminuindo consecutivamente a violência.

Com a implantação em 1995 do Conselho Tutelar no município as denúncias passaram a ser efetuadas neste órgão, que por sua vez, encaminhava as famílias para serem atendidas pelo CRAMI.

Estes atendimentos no CRAMI perduram até Janeiro de 2012 e consistiam em atendimentos psicossociais às crianças e adolescentes envolvidas em situação de violência doméstica a fim de reduzir os danos psicossociais, bem como atendimento às suas famílias com o objetivo de orientar e refletir sobre formas de educar os filhos sem violência.

Preocupados e comovidos em atender crianças e adolescentes em suas diversas necessidades, a equipe do CRAMI desenvolveu vários projetos no decorrer do tempo.



 


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